Esportes Paraolímpicos

ATLETISMO

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Foto: CPB/Washington Alves

O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência. Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas.

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Região: Maracanã
Local: Engenhão
Capacidade: 60 mil
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Região: Copacabana
Local: Parque do Flamengo
Capacidade: 3,8 mil
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BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

foto basquete

Foto:CPB/Bruno de Lima

O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira. As dimensões da quadra e a altura da cesta seguem o padrão do basquete olímpico. São disputados quatro quartos de 10 minutos cada.

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Região: Barra
Local: Arena Carioca 1 – Parque Olímpico da Barra
Capacidade: 15 mil
Local: Arena Olímpica do Rio
Capacidade: 12 mil
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BOCHA

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Foto: Divulgação/CPB

É praticada por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas. Os atletas usam cadeiras de rodas e têm o objetivo de lançar as bolas coloridas o mais perto possível de uma branca (jack ou bolim). É permitido usar as mãos, os pés, instrumentos de auxílio e até ajudantes (calheiros) no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros.

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Região: Barra
Local: Arena Carioca 2
Capacidade: 10 mil
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ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS

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Foto: Getty Images/ Chien-min Chung

As pistas medem 4m de comprimento por 1,5m de largura, e as cadeiras de rodas ficam fixas ao chão. Se um dos esgrimistas mover a cadeira, o combate é interrompido. Há duelos de florete, espada e sabre. Para cada prova, há uma proteção específica para o competidor e para as cadeiras, além de regras para a pontuação ser validada.

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Região: Deodoro
Local: Arena da Juventude
Capacidade: 5 mil
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FUTEBOL DE 5

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Foto: CPB/Mpix

Cada time é formado por cinco jogadores – quatro deficientes visuais na linha e um goleiro, que tem visão total, mas não pode ter participado de competições oficiais da Fifa nos últimos cinco anos. As partidas normalmente são em uma quadra de futsal adaptada, mas desde Atenas também têm sido praticadas em campos de grama sintética. O goleiro tem visão total e não pode ter participado de competições oficiais da Fifa. A bola tem guizos internos para que os atletas consigam localizá-la. A torcida só pode se manifestar na hora do gol. O jogo tem dois tempos de 25 minutos e intervalo de 10 minutos.

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Região: Barra
Local: Centro Olímpico de Tênis
Capacidade: 10 mil (quadra central)
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FUTEBOL DE 7

foto futebol de 7

Foto: getty images/ Milos Bicanski

O futebol de sete é praticado por atletas com paralisia cerebral, decorrente de seqüelas de traumatismo crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais. Cada time tem sete jogadores (incluindo o goleiro) e cinco reservas. A partida dura 60 minutos, divididos em dois tempos de 30, com um intervalo de 15 minutos. Não existe regra para impedimento e a cobrança lateral pode ser feita com apenas uma das mãos, rolando a bola no chão.

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Região: Deodoro
Local: Estádio de Deodoro
Capacidade: 15 mil
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GOALBALL

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Foto: getty Images/Scott Heavey

Esporte desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária.A bola possui um guizo em seu interior que emite sons para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida.

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Região: Barra
Local: Arena do Futuro
Capacidade: 7 mil
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HALTEROFILISMO

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Foto: Divulgação/CPB

Os atletas permanecem deitados em um banco, e executam um movimento conhecido como supino. A prova começa no momento em que a barra de apoio é retirada – com ou sem a ajuda do auxiliar central – deixando o braço totalmente estendido. O atleta flexiona o braço descendo a barra até a altura do peito. Em seguida, elevam-na até a posição inicial, finalizando o movimento. Hoje, competem atletas com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. As categorias são subdivididas pelo peso corporal de cada um. São dez categorias femininas e dez masculinas. O vencedor no Halterofilismo é aquele que levantar o maior peso. Caso haja empate, ganha o participante que tiver a menor massa corporal.

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Região: Barra
Local: Pavilhão 2, Riocentro
Capacidade: 6,5 mil
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HIPISMO

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Foto: Divulgação/CBH

A modalidade disputada nos Jogos Paraolímpicos é apenas o adestramento. Praticado por atletas com vários tipos de deficiência, o esporte exige a execução de três reprises, sendo uma Freestyle (em que os atletas combinam seus movimentos com música), mostrando o controle do cavalo. O desempenho é avaliado por uma banca de juízes, e o conjunto com a melhor nota é o vencedor.

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Região: Deodoro
Local: Centro Olímpico de Hipismo
Capacidade: 20 mil
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JUDÔ

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Foto: Getty Images/ Jamie McDonald

A modalidade é disputada por atletas com deficiência visual divididos em categorias de acordo com o peso. Com até cinco minutos de duração, as lutas acontecem sob as mesmas regras utilizadas pela Federação Internacional de Judô, com pequenas modificações em relação ao judô convencional. A principal delas é que o atleta inicia a luta já em contato com o quimono do oponente. Além disso, a luta é interrompida quando há perda desse contato e não há punições para quem sai da área de combate.

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Região: Barra
Local: Arena Carioca 3
Capacidade: 10 mil
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NATAÇÃO

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Foto: Getty Images/ China Photos

A competição acontece com atletas de diversos tipos de deficiência (física e visual) nos quatro estilos: livre, costas, medley e peito. As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas. A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência.

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Região: Barra
Local: Estádio Aquático Olímpico
Capacidade: 18 mil
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PARACANOAGEM

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Foto: ICF/Balint Vekassy

Uma das novidades no programa oficial dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, a paracanoagem utiliza caiaques, identificados pela letra K, e canoas havaianas, identificadas pela letra V. Competem na modalidade apenas atletas com deficiências físico-motoras. Todas as provas têm um percurso de 200 metros de extensão em linha reta e podem ser disputadas por homens e mulheres em embarcações individuais ou por ambos em barcos mistos.

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Região: Copacabana
Local: Estádio da Lagoa
Capacidade: 10 mil
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PARACICLISMO DE ESTRADA

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Foto: Divulgação Brasil 2016

Paralisados cerebrais, deficientes visuais, amputados e lesionados medulares (cadeirantes), de ambos os sexos, competem no ciclismo adaptado. Entre os paralisados cerebrais, por exemplo, as bicicletas podem ser convencionais ou triciclos, de acordo com o grau de lesão do atleta. Já os cegos pedalam em uma bicicleta dupla (tandem), sendo guiados por outra pessoa, que fica no banco da frente. Enquanto isso, o handcycling é movido pelas mãos e destinado aos cadeirantes. Os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições são as mais longas da modalidade, com até 120 km de percurso.

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Região: Copacabana
Local: Parque do Flamengo
Capacidade: 3,8 mil
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PARACICLISMO DE PISTA

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foto: Getty Images/Bryn Lennon

Como na disputa olímpica, é dividido em provas de contrarrelógio, perseguição e velocidade. No velódromo, as bicicletas não têm marchas e a competição ocorre em uma pista oval, que varia de 250m a 325m de extensão. Na prova de contrarrelógio, os atletas largam de um em um minuto, pedalando contra o tempo. Nesta prova, a posição dos ciclistas na pista não diz, necessariamente, a colocação real em que se encontram, pois tudo depende do tempo. Uma das bicicletas usadas nas provas de pista é a tandem, de dois lugares e que é usada pelos atletas com deficiência visual. O atleta-guia, que no caso do ciclismo chama-se piloto, fica no banco da frente.

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Região: Barra
Local: Velódromo Olímpico do Rio
Capacidade: 5,8 mil
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PARATRIATLO

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Foto: Getty Images/ China photos

Novidade para os Jogos Paralímpicos do Rio 2016 ao lado da paracanoagem, o paratriatlo agrega um percurso de 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e cinco quilômetros de corrida. O paratriatlo é disputado por atletas com diferentes tipos de deficiência, como amputados, cadeirantes, deficientes visuais, paraplégicos e paralisia cerebral, entre outros.

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Região: Copacabana
Local: Forte de Copacabana
Capacidade: 5 mil
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REMO

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Foto: Getty Images/ Feng Li

Todas as classes têm provas em percursos de 1000m, e os atletas são divididos entre aqueles fazem a propulsão só com os braços, com os braços e tronco e também os que utilizam braços, tronco e pernas. Há disputas no single skiff, double skiff e four skiff com timoneiro.

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Região: Copacabana
Local: Estádio da Lagoa
Capacidade: 10 mil
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RÚGBI EM CADEIRA DE RODAS

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Foto: Getty images/ Natalie Behring

Cada equipe possui quatro atletas e oito reservas, que sejam comprovadamente tetraplégicos, que são divididos em classes de acordo com a habilidade funcional.
Os jogos ocorrem em quadras de 15m de largura por 28m de comprimento e têm 4 períodos de 8 minutos. O objetivo é passar da linha do gol com as duas rodas da cadeira e a bola nas mãos. O rúgbi em cadeira de rodas é que não é dividido por gênero. Homens e mulheres jogam juntos em uma categoria mista.

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Região: Barra
Local: Arena Carioca 1
Capacidade: 15 mil
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TÊNIS DE MESA

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Foto: CPB/Marcio Rodrigues

É um dos mais tradicionais esportes paralímpicos, sendo disputado desde os Jogos de Roma-1960. No tênis de mesa participam atletas do sexo masculino e feminino com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As competições são divididas entre mesatenistas andantes e cadeirantes, com jogos individuais, em duplas ou por equipes.
Os participantes podem jogar com órteses, próteses, muletas e até um tênis com salto mais alto, para compensar a diferença no comprimento de uma das pernas. Também é permitido usar uma faixa ou bandagem para fixar melhor a raquete na mão utilizada, ou um extensor do cabo da raquete, entre outros recursos, que vão de acordo com a necessidade de cada atleta.

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Região: Barra
Local: Pavilhão 3 – Riocentro
Capacidade: 6,5 mil
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TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS

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Foto: Divulgação Brasil 2016

As semelhanças com o esporte convencional são muitas, mas existe a chamada regra dos dois quiques, que determina que o atleta cadeirante precisa mandar a bola para o outro lado antes que ela toque no chão pela terceira vez. As cadeiras utilizadas também são esportivas, com rodas adaptadas para um melhor equilíbrio e mobilidade. Não há diferença em relação às raquetes e às bolas.

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Região: Barra
Local: Centro Olímpico de Tênis
Capacidade: 10 mil (quadra central); 5 mil (quadra 1); 3 mil (quadra 2); 250 (outras quadras)
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TIRO COM ARCO

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Foto: Brasil 2016/Alexandre Resende

O Tiro com Arco paralímpico pode ser disputado por pessoas com amputações, paraplégicos e tetraplégicos, paralisia cerebral, doenças disfuncionais e progressivas, como a atrofia muscular e escleroses, com disfunções nas articulações, problemas na coluna e múltiplas-deficiências.Além das provas individuais, a modalidade ainda conta com a disputa por equipes, com três arqueiros em cada time. As regras do Tiro com Arco paralímpico são as mesmas do esporte olímpico.

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Região: Maracanã
Local: Sambódromo
Capacidade: 5,5 mil
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TIRO ESPORTIVO

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Foto: getty Images/ China photos

Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir nas classes SH1 (deficiência baixa, sem necessidade de apoiar a arma) e SH2 (deficiência mais aguda, com necessidade de apoio para a arma). Deficientes visuais competem na classe SH3.
Rifles e pistolas de ar, com cartuchos de 4.5mm, são utilizados nas provas de 10 metros de distância. Já nos 25 metros, uma pistola de perfuração é utilizada com projéteis de 5.6mm. Rifles de perfuração e pistolas são as armas das provas de 50m, também com as balas de 5.6mm de diâmetro.

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Região: Deodoro
Local: Centro Olímpico de Tiro
Capacidade: até 1 mil
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VELA

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Foto: Divulgação/CPB

Pessoas com deficiência locomotora ou visual podem competir na modalidade. Três tipos de barco são utilizados nas competições paralímpicas: classe 2.4mR, tripulado por um único atleta; classe Sonar, com três velejadores; e o SKUD-18, para dois tripulantes paraplégicos, sendo obrigatoriamente um deles do sexo feminino.
As regatas são disputadas em percursos sinalizados com boias para que o atleta mostre todo seu conhecimento de velejador. Uma competição é composta por várias regatas, e o vencedor será aquele que tiver melhor resultado, após a somatória de todas as regatas.

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Região: Copacabana
Local: Marina da Glória
Capacidade: 3,5 mil
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VÔLEI SENTADO

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Foto: Divulgação/ Rio 2016

Podem competir amputados, principalmente dos membros inferiores; atletas com paralisia cerebral; lesionados na coluna vertebral; e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (sequelas de poliomielite, por exemplo). O contato com o chão deve ser mantido em toda e qualquer ação, sendo permitido perdê-lo somente nos deslocamentos.

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Região: Barra
Local: Pavilhão 6 – Riocentro
Capacidade: 9 mil
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